
Vitória da categoria em São José do Rio Preto e região contra Cia Ultragaz
O descanso adequado é um direito fundamental do trabalhador, especialmente para aqueles que passam longos períodos em viagem representando a empresa [...]

Foi por causa de uma greve de trabalhadores ocorrida em 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, reivindicando jornada de 8 horas por dia, que o dia 1º de maio entrou para a história.
O Dia do Trabalhador é um lembrete da luta histórica dos trabalhadores por dignidade e direitos. A data continua a ser um símbolo de resistência e solidariedade entre os trabalhadores em todo o mundo. Celebrar o 1º de maio é reconhecer as conquistas passadas e continuar a luta por um futuro mais justo para todos.
Graças ao bom desempenho da economia nos governos Lula e mesmo com mais empregos, o Brasil enfrenta o dilema da precarização e o descrédito da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O país convive com um alto número de pessoas trabalhando sem carteira assinada ou por conta própria, mesmo que em situação precária.
Essa realidade tem correlação direta com a transformação cultural e econômica advinda da reforma trabalhista de 2017 e a ascensão da chamada “terceirização”, “pejotização” (MEI) e “uberização” (trabalhadores de aplicativos). Isso afeta sobretudo os mais jovens, que desacreditam do emprego formal e dos direitos e garantias previstos na CLT e nos acordos sindicais.
Mas esses trabalhadores PJ e de plataformas digitais enfrentam uma realidade marcada pela informalidade e jornadas exaustivas. Sem vínculo empregatício, esses profissionais não têm acesso a direitos básicos, como:
Diante disso, boa parte desses trabalhadores fica sem renda em caso de doença ou acidentes e não terá direito a uma aposentadoria quando chegar a velhice.
Portanto, chegamos a este 1º de maio de 2026 com muitos motivos para novas lutas pela dignidade do trabalhador. Mas, para que isso possa vir a ocorrer, não podemos esquecer a lição de 1886.
Sem luta e união, nada será alcançado.

O descanso adequado é um direito fundamental do trabalhador, especialmente para aqueles que passam longos períodos em viagem representando a empresa [...]

É preciso intensificar a luta diária para combater a violência e o feminicídio.