SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO NO ESTADO DE SÃO PAULO

Dia do Trabalhador intensifica luta contra a terceirização

Cerca de 50 mil pessoas, inclusive membros do Sipetrol-SP, participaram do 1º de Maio popular realizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Vale do Anhangabaú. Durante o evento, líderes políticos, sindicais e de movimentos sociais levantaram bandeiras em favor da classe trabalhadora, principalmente a luta contra o PL 4330, já aprovado na Câmara, que permite a terceirização em todas as atividades das empresas.

“Se o PL 4330 for aprovado quem concorda em fazer uma greve geral?”, questionou no evento o presidente da CUT, Vagner Freitas. A central sindical organiza uma paralisação geral para o dia 29 de maio. O projeto ainda precisa ser votado no Senado e depois a presidente Dilma Rousseff pode vetá-lo ou sancioná-lo.

Outro ponto de defesa no Dia do Trabalhador foi a defesa da Petrobras. Para Cibele Vieira, da Federação Única dos Petroleiros, toda vez que há disputa de projeto a Petrobras volta para o centro do debate. “A Petrobras se tornou a maior petrolífera no mundo, seria ingenuidade nossa achar que os interesses internacionais não viram com mais força contra nosso projeto popular de usar o petróleo para desenvolvimento da indústria nacional, saúde e educação”.

O presidente da CUT lembrou a importância de se defender a Petrobrás e a luta contra a corrupção. “É uma importante ferramenta para o desenvolvimento do Brasil. Esse óleo negro pode financiar políticas importantes para o país e não pode ser privatizado. A bandeira contra a corrupção é a nossa e a defendemos. Se houver algum corrupto na Petrobras, quando comprovado for, que seja preso. A Petrobras é patrimônio brasileiro”, finalizou Vagner.

Lula
O ex-presidente Lula também discursou no palco. Em sua intervenção, Lula focou em dois pontos principais. Justamente a terceirização para todos os setores da empresa e a redução da maioridade penal.

Para ele, apoiar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 é cometer um crime. “Esse tema é caro às periferias e aos trabalhadores. Uma parte da elite brasileira acha que vai resolver o problemas do Brasil mandando um moleque de 15, de 16 e 17 anos pra cadeia. Mas eu pergunto o que fizeram nesses 500 anos que não deram oportunidades para esses jovens que caíram no crime”, questionou.
Por: Assessoria de imprensa

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