
Segunda rodada da negociação coletiva com o Sindigás
Os sindicatos defenderam a Pauta de Reivindicações dos (as) Trabalhadores (as) Unificada Nacionalmente em sua íntegra.

Nos dias 28 e 29 de janeiro, em Campinas/SP, foi realizada a segunda rodada de negociações salariais para as Normas Coletivas de Trabalho de 2026 da categoria dos distribuidores de combustíveis e lubrificantes.
Nesta nova rodada, os sindicatos laborais conseguiram retirar, ainda durante as negociações, quase todos os itens apresentados na pauta patronal, que propunha alterações prejudiciais em cláusulas como periculosidade, vale-refeição, auxílio funeral, entre outras.
No entanto, as companhias mantiveram como condicionante um ponto central da agenda patronal: o trabalho externo sem controle de jornada.
Trabalho externo sem controle de jornada: um grande impasse da negociação
Ao tentar eliminar o registro de horas trabalhadas, as empresas buscam legalizar jornadas extensas, dificultar o pagamento de horas extras e intensificar a exploração do trabalho.
Isso significa, na prática, jornadas mais longas sem registro, dificuldade de comprovação de horas extras, redução do pagamento de adicionais, intensificação da cobrança por metas e resultados, aumento da sobrecarga física e mental e maior risco de adoecimento e de acidentes de trabalho.
Contra o arrocho e contra a perda de direitos!
A proposta apresentada pelas empresas confirma uma estratégia já conhecida: usar a data-base para impor arrocho salarial, limitar direitos e dividir os trabalhadores.
Ao fim da rodada, as empresas mantiveram a proposta de reajuste limitada a 3,9% (INPC) e além de abono de R$ 4.156, ambos limitados ao teto de R$ 12.485,44 no salário-base.
Contraproposta laboral
Diante desse cenário, os sindicatos apresentaram uma contraproposta clara: reajuste de 8%, sem a imposição de teto, abono de R$ 5.250,00 e manutenção dos demais itens da pauta dos trabalhadores.
A disputa em torno das normas coletivas de 2026 vai além do índice de reajuste: trata-se da defesa dos direitos históricos, da valorização do trabalho e da unidade da categoria.
Os sindicatos seguem na luta por uma nova rodada
Quem dá a palavra final sobre a campanha salarial são os trabalhadores! Por isso, os sindicatos de todo o Brasil realizarão assembleias entre os dias 2 e 6 de fevereiro.
Fiquem atentos aos nossos comunicados! Essa é uma campanha salarial histórica!

Os sindicatos defenderam a Pauta de Reivindicações dos (as) Trabalhadores (as) Unificada Nacionalmente em sua íntegra.

Uma nova rodada de negociações foi marcada para 06 de outubro de 2025, no Rio de Janeiro.